Ter dificuldade em aceitar os seus erros e sentir-se mal por ter falhado é mais comum do que imagina, mas não tem de continuar assim. Este artigo reúne as seis práticas apresentadas no vídeo para lidar com os erros sem arrependimento nem vergonha — e para os transformar em lições.

Errar faz parte da condição humana

Errar faz parte da vida e da condição humana, e o importante é saber aceitar os erros sem arrependimento nem vergonha. Segundo a psicóloga do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo citada no vídeo, os arrependimentos profundos prejudicam o bem-estar: quem vive com demasiados arrependimentos fica amargurado, triste e com raiva de si mesmo, tende a isolar-se com medo da exposição e vê a autoestima e a autoconfiança diminuírem. O stress provocado por esse sentimento potencia ainda doenças psicológicas, como fobias e obsessão, e doenças físicas, como a fadiga.

Primeira e segunda práticas: mudar de perspectiva e distanciar-se

A primeira prática é mudar de perspectiva: analisar os erros a partir de fora, como se tivessem sido cometidos por outra pessoa, um colega ou um amigo. Ajuda identificar as emoções que o erro provoca e verificar se não haverá outras situações por trás dessa reacção. Pergunte que impacto o erro terá dentro de uma semana, de um ano, de cinco ou de dez, e se alguém se vai lembrar disto — se tivesse sido outra pessoa a errar, reagiria da mesma maneira? Provavelmente não.

A segunda prática é distanciar-se dos erros. Muitas vezes achamos que um erro nos define e que somos os únicos a errar; distanciarmo-nos é aceitar que todos fazemos coisas de que não nos orgulhamos. Pergunte que emoções sente e que crença negativa tem de si próprio por ter errado. O importante é aprender com cada erro e não o repetir.

Terceira e quarta práticas: aprender com o erro e melhorar a situação

Cometer um erro e ter consciência disso é uma óptima forma de crescer. Pergunte o que existe em si para ter feito aquilo e se a acção está alinhada com aquilo que é, com o seu propósito de vida e com os seus valores: repetimos os mesmos erros até aprendermos a lição que está por trás deles.

Depois, melhore a situação como puder. Em vez de pensar demasiado no que fez, pergunte o que pode fazer para melhorar ou corrigir. Se magoou alguém, peça desculpa e mostre que no futuro vai fazer diferente; se sentiu que podia ter feito um trabalho melhor, veja o que ainda pode fazer. Assuma a responsabilidade em vez de ficar na culpa.

Quinta prática: valorize os seus pontos fortes

É fácil ficar demasiado agarrado ao que se fez de errado e esquecer o muito que se faz bem. Mais do que se lamentar pelas fraquezas, valorize os seus pontos fortes; se for necessário, faça uma lista de tudo aquilo que faz bem e dê-lhe valor.

Sexta prática: aceite-se e perdoe-se

Todos cometemos erros: errar faz parte da condição humana. Aceitar os seus erros, assumi-los e perdoar-se pelos erros faz com que se sinta muito melhor consigo próprio — e vai errar menos, porque passará a ver os erros não como erros, mas como lições que está a aprender. Guardar arrependimentos, culpa ou vergonha prejudica a saúde e pode potenciar doenças psicológicas como fobias e obsessão.

Perguntas frequentes

Porque é que é tão difícil aceitar os seus erros?

Porque associamos o erro a vergonha e a arrependimento, como se não devêssemos errar. No entanto, errar faz parte da vida e da condição humana, e o importante é saber aceitá-lo sem arrependimento nem vergonha.

Que perguntas ajudam a distanciar-se de um erro?

Pergunte que impacto o erro terá dentro de uma semana, de um ano, de cinco ou de dez, e se alguém se vai lembrar disto. Pergunte também que emoções sente e o que é que este erro diz sobre si.

O que fazer depois de cometer um erro?

Em vez de pensar demasiado no que fez, pergunte o que pode fazer para melhorar ou corrigir a situação. Se magoou alguém, peça desculpa; se podia ter feito melhor, veja o que ainda pode fazer, assumindo a responsabilidade em vez da culpa.

O que acontece a quem guarda demasiados arrependimentos?

Quem acumula arrependimentos profundos fica amargurado, triste e com raiva de si mesmo, tende a isolar-se e vê a autoestima e a autoconfiança diminuírem. O stress associado pode potenciar doenças psicológicas, como fobias e obsessão.

Fontes

  • Vídeo “6 práticas para aprender a aceitar os seus erros – Dicas Rápidas de Produtividade Ep.33”, FULL FILL, Dezembro de 2023 — no início deste artigo.
  • Foto: Content Pixie no Unsplash.

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