Definir objectivos para o dia, para a semana ou para o ano é um hábito comum — mas o vídeo defende o contrário: não deve definir objectivos, deve definir resultados. Este artigo explica as pequenas diferenças entre os dois e o exercício de visualização que dá movimento para os alcançar.
Qual é o problema dos objectivos
Se tem por hábito definir objectivos, provavelmente escreve-os no infinitivo: finalizar o relatório mensal, terminar a apresentação. A questão é que definir objectivos no infinitivo torna a chegada lá um pouco menos provável.
Isto não funciona porque estamos no momento presente a definir uma meta lá à frente — uma meta que agora faz sentido, mas que inclui obstáculos, talvez desafios, e um processo até lá chegarmos. É aqui que entram os resultados.
A primeira diferença: o resultado escreve-se no passado
A escrita dos resultados é feita no passado. Em vez de “finalizar o relatório mensal”, escreve-se “relatório mensal finalizado”; em vez de “terminar a apresentação”, “apresentação terminada”.
Pode parecer uma questão de semântica, mas o efeito é diferente: esta forma coloca-o no momento em que já tem aquilo que quer concretizar.
A segunda diferença: visualize-se lá
Este é o grande segredo dos resultados. Feche os olhos e imagine-se num momento específico, no dia e hora específicos em que vai alcançar o resultado — e sinta. Como é que se sente já com esse resultado alcançado?
Quando definimos objectivos estamos apenas ao nível mental. Nem sempre envolvemos o centro emocional, nem perguntamos porque é que isto é importante e que emoções sentimos ao ter o resultado alcançado. E mais raramente ainda envolvemos o corpo: o que se sente fisicamente, quais são as sensações — mais leve, o peito mais expandido, menos tensão, mais energia.
Com este exercício ficamos mais aptos a utilizar a criatividade e os recursos emocionais e sensoriais, e isso activa o centro de acção.
A dissonância que traz movimento
Dá-se uma dissonância cognitiva: estamos aqui e agora, mas por breves momentos viajámos até ao futuro e sentimos a realidade dos resultados alcançados.
Quando volta ao momento presente, não tem o resultado — é um facto — mas já sentiu o que é tê-lo. Essa diferença traz movimento e motivação para atingir os seus resultados.
Use a viagem ao futuro para mapear os passos
Pode aproveitar a viagem para perguntar: agora que já alcancei este resultado, que passos tive de dar para cá chegar? A resposta dá-lhe uma nova perspectiva sobre as tarefas que tem pela frente.
Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre definir objectivos e definir resultados?
Os objectivos são escritos no infinitivo, como “finalizar o relatório”. Os resultados são escritos no passado: “relatório mensal finalizado”. Coloca-o no momento em que já tem aquilo que quer concretizar.
Porque é que os objectivos no infinitivo funcionam menos?
Porque estamos no momento presente a definir uma meta lá à frente, que inclui obstáculos, desafios e um processo até lá chegar. Quando o objectivo é escrito no infinitivo, chegar lá torna-se ligeiramente menos provável.
Como se faz o exercício de visualização dos resultados?
Feche os olhos e imagine-se num momento específico, no dia e hora em que vai alcançar o resultado. Sinta como se sente com o resultado já alcançado, a nível emocional e físico.
Que efeito tem visualizar o resultado antes de o alcançar?
Cria uma dissonância cognitiva: está aqui e agora, mas sentiu por momentos a realidade do resultado. Essa diferença traz movimento e motivação para o atingir.
Fontes
- Vídeo “Objetivos”, FULL FILL, Dezembro de 2023 — no início deste artigo.
- Foto: Glenn Carstens-Peters no Unsplash.
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