O vídeo deixou de ser um formato exclusivo das redes sociais e passou a ser a forma como as pessoas estão habituadas a receber informação. Este artigo acompanha o vídeo sobre comunicação corporativa e coloca a pergunta que muitas empresas evitam: a comunicação interna continua a ser feita por escrito quando poderia ser feita em vídeo?
O vídeo veio para ficar
Repare na forma como consome conteúdo hoje. O vídeo está presente em quase tudo o que vemos e deixou de estar confinado às redes sociais. É um formato que veio para ficar, e isso tem consequências práticas para quem tem de comunicar com equipas dentro de uma organização.
Se as pessoas já consomem vídeo por hábito no seu tempo pessoal, faz sentido perguntar porque é que esse formato desaparece quando entram no contexto de trabalho.
Como é que a sua empresa comunica hoje
Quando há informação a divulgar, quais são os canais mais comuns? Um comunicado escrito colocado no mural da equipa. Um e-mail enviado para todos os colaboradores. Estas são, provavelmente, as formas mais frequentes de comunicar dentro de uma empresa — e o vídeo convida a olhar para a eficácia real dessa comunicação.
Vale a pena medir o percurso da mensagem: quantas pessoas a abriram e quantas ficaram com a informação certa. O formato escrito continua a ser o mais usado, mas ser o mais usado não significa ser o mais eficaz.
Texto escrito ou vídeo: o que muda
A comparação feita no vídeo é directa: o impacto do vídeo é muito maior do que o do texto escrito. Uma mensagem em vídeo tem rosto, tom e ritmo, o que muda a forma como quem recebe a informação a interpreta e a retém.
Esta diferença de impacto é o argumento central para incluir o vídeo na estratégia de comunicação da empresa — sobretudo quando a informação é importante e precisa de chegar da mesma maneira a toda a equipa.
O esforço de produção que é preciso pesar
O vídeo também é honesto quanto ao outro lado da balança: fazer vídeos dá mais trabalho. Produzir vídeos de qualidade exige uma variedade de recursos, conhecimentos, tempo e experiência.
Quem decide sobre comunicação corporativa tem, por isso, uma escolha: manter o formato escrito, mais rápido de produzir, ou investir no formato vídeo, que exige mais meios mas gera um impacto superior. Este esforço é conhecido e previsível, e é aí que se ganha ou se perde a eficácia da comunicação.
Perguntas frequentes
O vídeo tem mais impacto do que um e-mail para todos?
Segundo o vídeo, sim: o impacto do vídeo é muito maior do que o do texto escrito. O comunicado escrito continua a ser o formato mais comum dentro das empresas, mas a sua eficácia é justamente o que o vídeo convida a questionar.
Fazer vídeos corporativos dá mais trabalho do que escrever?
Sim, o vídeo assume isso de forma clara: produzir vídeos de qualidade requer uma variedade de recursos, conhecimentos, tempo e experiência. É esse o custo que tem de ser pesado contra o impacto superior do formato.
Porque é que o vídeo deixou de ser apenas um formato de redes sociais?
Porque as pessoas estão hoje muito habituadas a consumir conteúdo em vídeo e esse hábito entrou em todos os contextos. O vídeo veio para ficar, e por isso passou a ser também uma opção séria para a comunicação dentro das empresas.
Que canais usam as empresas para comunicar com os colaboradores?
Os mais comuns continuam a ser os escritos: o comunicado no mural da equipa e o e-mail para todos os colaboradores. São as formas mais frequentes de comunicar, seja qual for a organização, e é sobre elas que a pergunta da eficácia se coloca.
Fontes
- Vídeo “O poder do vídeo na sua estratégia de comunicação corporativa”, FULL FILL, Outubro de 2022 — no início deste artigo.
- Foto: Jesus Loves Austin no Unsplash.
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