A culpa aparece muitas vezes sem que se tenha feito nada de errado e acaba por travar decisões. Este artigo acompanha o vídeo e mostra o que distingue a culpa da responsabilidade e a resposta adulta a esse sentimento.
Culpa e vergonha não são a mesma coisa
A culpa é um sentimento muito comum e há quem a considere uma emoção, embora envolva sempre um pensamento associado a algo que se fez. A vergonha acompanha-a, mas não é o mesmo. Segundo Sigmund Freud e Erik Erikson, citados no vídeo, a culpa surge nas crianças entre os 3 e os 5 anos, na fase iniciativa versus culpa, e fica com elas — não com quem as rejeitou.
Quando a culpa deixa de ser saudável
Até certo ponto, sentir culpa é saudável: quem não sente culpa nenhuma pelos seus actos tende a tornar-se um psicopata. O problema aparece quando se deixa de parar de ruminar. A culpa tira poder, prende no passado e transforma a pessoa numa vítima impotente dos próprios actos — e ilusões como a de que se é capaz de tudo sem magoar ninguém ajudam a mantê-la.
As cinco situações que provocam culpa
Os psicólogos citados no vídeo apontam cinco razões: fez-se algo que magoou alguém, às vezes sem intenção; ainda não se fez nada de errado, mas quer-se fazer e sofre-se por antecipação, como quem está de dieta e quer um gelado; pensa-se que se fez algo errado quando nada se fez; considera-se que não se fez o suficiente por outra pessoa; ou a vida corre melhor do que a dos outros.
A resposta adulta: responsabilidade
A culpa coloca a pessoa no passado, onde já não se pode mudar o que se disse ou fez. A responsabilidade traz para o presente, onde se pode agir, pedir desculpa e aceitar as consequências. O vídeo alerta ainda para quem se aproveita da culpa alheia — um colega, um chefe ou um conhecido que leva sempre a melhor — e lembra que um erro não se corrige com outro erro.
Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre culpa e responsabilidade?
A culpa mantém a pessoa presa ao passado, onde já não é possível mudar o que se fez ou disse. A responsabilidade traz para o momento presente, onde se pode agir: pedir desculpa, corrigir o que ficou mal e assumir as consequências.
Sentir culpa é sempre negativo?
Não. Até certo ponto, a culpa é saudável, e quem nunca sente culpa pelos seus actos tende a tornar-se um psicopata. O problema surge quando a culpa se torna constante, quando existe ruminação e quando impede a acção sobre o que se pode mudar.
Quais são as principais causas da culpa?
Os psicólogos citados no vídeo apontam cinco: magoar alguém, desejar fazer algo que ainda não se fez, pensar que se fez algo de errado sem o ter feito, considerar que não se fez o suficiente por outra pessoa e ter uma vida melhor do que a dos outros.
Com que idade surge o sentimento de culpa?
Segundo Sigmund Freud e Erik Erikson, citados no vídeo, a culpa surge nas crianças entre os 3 e os 5 anos, na fase iniciativa versus culpa, muitas vezes ligada ao medo da rejeição. Quando se rumina na culpa, volta-se a essa idade.
Fontes
- Vídeo “Culpa vs Responsabilidade – Inteligência Emocional Ep.1”, FULL FILL, Novembro de 2023 — no início deste artigo.
- Foto: Alexandra Fuller no Unsplash.
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