Em Abril de 2020, durante o estado de emergência, havia emoções que se tinham tornado comuns a quase todos. Este artigo recupera as emoções identificadas nesse vídeo e as sugestões então partilhadas para as atravessar de forma saudável.
As emoções que a pandemia tornou comuns
O ponto de partida era um exercício simples: escrever num papel todas as emoções sentidas com mais frequência desde o início da pandemia ou do isolamento. Essa lista servia de referência para comparar com as emoções analisadas no vídeo, uma a uma.
Preocupação e angústia: o que dependia de si
As razões para sentir preocupação eram inúmeras: o receio de não conseguir proteger a família, a dificuldade em adaptar-se ao teletrabalho, ou a preocupação com o emprego. A sugestão era tomar consciência de que a mente estava ausente do presente e perguntar o que dependia de si naquele momento.
A angústia surgia por não se poder cuidar de um familiar internado ou por se depender de terceiros durante o isolamento. Aceitar que faz parte da condição humana estar limitado, focar apenas o que estava ao alcance e confiar nos profissionais que cuidavam das pessoas queridas — cuidar dos outros sem sentir culpa é um acto de grande coragem.
Solidão, incerteza, medo e ansiedade
A solidão vinha do distanciamento social: estar em casa sem companhia ou, mesmo com companhia, sentir-se longe de quem não se podia visitar. A sugestão era tomar a iniciativa de ligar às pessoas de quem se gosta, já que uma chamada ou uma videochamada permitiam momentos de grande proximidade emocional.
A incerteza ligava-se à imprevisibilidade: quanto tempo duraria o isolamento, como estaria o mundo lá fora. O convite era recordar que talentos, competências e recursos já tinham ajudado noutros momentos de incerteza. O medo e a ansiedade surgiam por motivos variados: medo de apanhar o vírus, de que alguém próximo fosse infectado, ou das consequências económicas. A sugestão era focar-se no corpo, sentir a respiração, observar se existia tensão e fazer hoje o que era possível fazer hoje.
Raiva, tristeza e frustração
A raiva surgia da impotência, de não poder contribuir, ou da sensação de liberdade restringida. Surge quando nos sentimos bloqueados ou quando uma fronteira é transgredida. A sugestão era direccionar essa energia para restabelecer a fronteira quebrada, deixando-a fluir em vez de a bloquear.
A tristeza e a falta de esperança vinham da impotência perante os números de contágios e falecimentos, e podem potenciar comportamentos pouco saudáveis, como o consumo de álcool e a perda de apetite. A frustração atingia sobretudo quem não estava habituado a estar sempre em casa: a chave era manter as rotinas e continuar a fazer actividades que davam prazer.
Perguntas frequentes
Que emoções foram mais comuns durante a pandemia?
Foram analisadas a preocupação, a angústia, a solidão, a incerteza, o medo, a ansiedade, a raiva, a tristeza, a falta de esperança e a frustração. O ponto de partida era escrever uma lista pessoal de emoções e compará-la com as analisadas no vídeo.
Como lidar com a preocupação e a angústia?
Tomando consciência de que a preocupação coloca a mente fora do presente e perguntando o que depende exclusivamente de si nesse momento. Na angústia, aceitar os limites da condição humana e focar apenas o que está ao alcance.
O que fazer perante a solidão e o isolamento?
Tomar a iniciativa de contactar as pessoas de quem se gosta, nem que seja para pôr a conversa em dia. Uma chamada telefónica ou uma videochamada permitem momentos de grande proximidade e intimidade emocional.
Como lidar com o medo, a ansiedade e a incerteza?
Focando-se no corpo, sentindo a respiração e observando se existe tensão, fazendo hoje o que é possível fazer hoje. Perante a incerteza, recordar competências e recursos que já ajudaram em momentos anteriores.
Fontes
- Vídeo “11 Emoções em Tempo de COVID-19 – Superar a Pandemia Ep. 1”, FULL FILL, Abril de 2020 — no início deste artigo.
- Foto: Kelly Sikkema no Unsplash.
FULL FILL
A FULL FILL desenvolve soluções que contribuem para um melhor funcionamento e bem-estar da humanidade. Fale connosco.





