Em Vídeo 4 min de leitura

Quer Que Sua Equipa Cresça? Comece Aqui

Luís Gonzaga

Como transformar uma conversa de feedback numa oportunidade de crescimento? Depois de um primeiro vídeo sobre os fundamentos de dar e receber feedback, esta segunda parte concentra-se na prática da conversa e em que armadilhas evitar ao receber feedback.

Escutar antes de responder

A primeira condição de um feedback eficaz é ouvir com uma mentalidade aberta e positiva, concentrando a atenção no que a outra pessoa diz, sem interromper e absorvendo as nuances por trás das palavras. A escuta activa demonstra respeito e garante que o feedback é compreendido de facto.

Feedback específico, oportuno e na primeira pessoa

Dar feedback logo que possível, depois de observar o comportamento, aumenta a probabilidade de ele ser útil: a especificidade permite identificar exactamente que acções precisam de ajuste e reduz mal-entendidos e reacções de defesa.

Vale a pena enquadrar o feedback na primeira pessoa — «reparei que», «sinto que» —, o que diminui o risco de soar acusatório e mantém a conversa focada em experiências partilhadas e não em julgamentos pessoais. O feedback deve ainda ser um diálogo de dois sentidos, com espaço para a outra pessoa partilhar os seus pensamentos e sugestões.

Das expectativas ao acompanhamento

Quando se apontam áreas a melhorar, convém esclarecer o que é sucesso: compreender os pontos de referência e as expectativas orienta melhor os esforços. Se o feedback parecer amplo ou pouco claro, pedir exemplos concretos ajuda a perceber o contexto e a distinguir o que está a funcionar.

É natural ter uma reacção emocional ao receber feedback; reconhecer os sentimentos e, se necessário, pedir uma breve pausa ajuda a manter o diálogo produtivo. E o feedback não deve ser um evento único: as conversas de acompanhamento mostram empenho no desenvolvimento da pessoa e mantêm a responsabilidade.

As armadilhas de quem recebe feedback

A primeira armadilha é o feedback sobre a identidade: comentários que se centram em quem a pessoa é, e não nas suas acções, o que acontece quando quem dá o feedback ainda não domina esta prática. Nesse caso, o caminho é dar um passo atrás, perguntar que comportamento está por detrás daquele juízo de valor e reenquadrar o comentário em acções específicas que podem ser ajustadas.

A segunda é internalizar o feedback comportamental: concluir, por exemplo, que se é incompetente por causa de uma crítica a uma apresentação. Ver a crítica como oportunidade de aprender preserva a autoestima e a segurança psicológica.

Construir uma cultura de feedback

Uma cultura de feedback é aquela em que todos, independentemente do nível hierárquico, se sentem confortáveis a dar e a receber feedback. O vídeo cita um estudo de 2005 que aponta um rácio de três para um: por cada feedback negativo ou crítica construtiva, devem ter sido dados três feedbacks positivos. Este equilíbrio reforça os pontos fortes, aumenta a motivação e incentiva a melhoria contínua.

A construção começa na liderança, que dá o exemplo, aceita abertamente feedback sobre o seu próprio trabalho e encoraja os outros a fazer o mesmo. Com o tempo, isto cria confiança, promove a colaboração e aumenta a produtividade.

Perguntas frequentes

Como dar feedback sem soar acusatório?

Use afirmações na primeira pessoa, como «reparei que» ou «sinto que», e foque-se em comportamentos concretos e recentes. Assim a conversa centra-se em experiências partilhadas e não em julgamentos sobre a pessoa.

O que fazer quando o feedback se centra na identidade e não no comportamento?

Dê um passo atrás e pergunte que comportamento está por detrás daquele juízo de valor. Reenquadre o comentário em acções específicas que podem ser ajustadas.

Qual deve ser o rácio entre feedback positivo e negativo?

Três para um: por cada feedback negativo ou crítica construtiva, devem ter sido dados três feedbacks positivos. É o equilíbrio indicado no vídeo, com base num estudo de 2005, para reforçar pontos fortes e manter a motivação.

Como criar uma cultura de feedback na equipa?

Comece pela liderança: dê o exemplo, aceite feedback sobre o seu próprio trabalho e mostre vulnerabilidade. Quando todos se sentem confortáveis a dar e a receber, a organização ganha confiança e colaboração.

Fontes

  • Vídeo “Quer Que Sua Equipa Cresça? Comece Aqui”, FULL FILL, maio de 2025 — no início deste artigo.
  • Foto: Austin Distel no Unsplash.
  • Feedback
  • Cultura de Equipa
  • Liderança
  • Comunicação
  • Desenvolvimento de Equipas

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